O MP3 na berlinda

O uso das novas tecnologias mais uma vez entra em discussão. Se antes eram utilizados CDs, hoje basta encontrar o site certo baixar a música e colocar no aparelho de MP3
Música sempre fez a cabeça, ou melhor, os ouvidos de muita gente. Quem não gosta de relaxar ouvindo uma boa música? Melhor ainda é conseguir os “hits” do artista favorito de forma rápida, fácil e gratuita através da internet.
A prática de “copiar e colar”, bem conhecida na linguagem dos internautas, abre a discussão sobre o que é legal no mundo virtual sem violar os direitos autorais. Segundo Cristiano Therrien, mestre em Direito da Tecnologia da Informação pela Universidade Complutense de Madri, “sempre é considerada ilícita a obtenção sem autorização de conteúdo protegido pelo direito autoral e o posterior repasse lucrativo do mesmo, sem o repasse da percentagem legal em razão da autoria”.
Com os inúmeros sites que facilitam o acesso, fica cada vez mais viável a troca de arquivos e downloads gratuitos. O uso do CD sai de cena e dá espaço para os aparelhos de MP3, mais simples e com capacidade para armazenar centenas de arquivos como foto, vídeo, música, etc.
Combater a pirataria não é fácil, principalmente a virtual, já que, a cada nova tecnologia criada para impedir o uso não autorizado das obras autorais, surgem outras para permitir esse uso. Therrien ressalta, “seria mais racional trazer a tecnologia para trabalhar a favor de novas formas de gestão de Direito Autoral, do que simplesmente impedir downloads e o direito à informação da qual todas as pessoas têm hoje como um direito fundamental e imprescindível na sociedade em redes que vivemos”.
Napster
O software chamou a atenção do mundo todo por indexar arquivos, facilitar as buscas de músicas e consequentemente o download por qualquer pessoa com acesso à internet.
Criado em 1999 pelo norte-americano, Shawn Fanning, na época, a tecnologia P2P (peer-to-peer), possibilitava a conexão direta entre dois computadores ligados à rede.
Acusado de estimular a pirataria, após uma batalha jurídica travada pelas gravadoras nos tribunais, o Napster em 2001 foi obrigado a sair do ar. No entanto, a tecnologia utilizada continua disponível e milhões de usuários habituaram-se a trocar livremente seus arquivos.
Arsenic
Mesmo sujeitos à pirataria, artistas nacionais e internacionais também usam sites famosos como MySpace, Youtube, Trama Virtual, entre outros, para divulgar o trabalho, já que o custo é baixo ou zero.
É o que acontece com a banda Arsenic, atuante no cenário rock local há um ano, com Gui Ferreira (voz), CD e David (guitarras), Ítalo (baixo) e Ian (bateria). O som é caracterizado eletro pop rock, mistura de elementos eletrônicos às influências do rock dos anos 80.
O uso da internet é fundamental para a divulgação do trabalho e aceitação do público, principalmente para as bandas independentes. “É uma tendência mundial, as bandas independentes fazem isso, todas. Então não dá para você vender enquanto todas as bandas distribuem”, afirma Gui Ferreira.
Atualmente, há mais de cinco mil downloads das músicas autorais registrados e mais de trinta e cinco mil plays no MySpace. Segundo CD Silveira, o lado positivo de baixar música favorece tanto à banda como o público, “para nós, o reconhecimento é mais rápido, e para as pessoas, a vantagem é consumir um ´produto´ de graça”.

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