Laudo diz que incêndio na Cidade do Samba foi acidental

Na véspera do carnaval, um laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) concluiu, nesta quinta-feira (3), que a causa do incêndio que atingiu quatro barracões da Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, no dia 7 de fevereiro, foi acidental. O resultado foi divulgado pela Polícia Civil. Segundo a polícia, o laudo descreve como causa mais provável "ação humana involuntária".

Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o inquérito da 4ª DP (Praça da Repúbica), que ainda não está concluído, aponta, por ora, que não houve autor. Ninguém ficou ferido.

Das 12 escolas do Grupo Especial, três foram atingidas pelo fogo: Portela, União da Ilha e a Grande Rio. Além delas, o galpão cultural da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) também foi afetado. Os barracões já começaram a ser demolidos. Enquanto isso, a Grande Rio ocupa o barracão 7, que era da Liesa, e a Portela e a Ilha estão em tendas montadas pela prefeitura.

Um dia após o incêndio, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou a ajuda de R$ 3 milhões para as três escolas de samba que foram afetadas pelo incêndio. De acordo com a prefeitura, a Grande Rio recebeu R$1,5 milhão. Já a Portela e a União da Ilha tiveram uma ajuda de R$ 750 mil cada. Ainda segundo a prefeitura, os recursos vieram da iniciativa privada.

Danos
De acordo com os presidentes das três escolas atingidas, cerca de 8.400 fantasias foram destruídas. Cada agremiação tem entre 3.500 e 4 mil componentes. A Grande Rio teve o maior prejuízo. Segundo a direção de carnaval da escola, oito carros alegóricos e 3.300 fantasias foram incendiados. Partes do teto e da parede lateral do barracão cederam.

Do antigo barracão da Grande Rio sobrou apenas um monte de ferro retorcido dos carros alegóricos atingidos pelo fogo. Para refazer um ano de trabalho a um mês do desfile na Sapucaí, os componentes da Grande Rio correm contra o tempo. Apesar da tragédia, o carnavalesco Cahê Rodrigues garante: a escola vai pisar na Avenida completa.

Na agremiação da Ilha do Governador, segundo o diretor de carnaval da escola, Márcio André Souza, 2.300 fantasias e um carro alegórico foram perdidos no incêndio. Entre as roupas estavam a da ala de baianas e a da bateria. Segundo ele, 80% delas já estavam embaladas e penduradas. Já na Portela, segundo o presidente Nilo Figueiredo, 2.800 fantasias foram destruídas.

Mudanças nos desfiles
Como a União da Ilha, Portela e Grande Rio estavam agendadas para desfilar na segunda-feira, foi necessária uma mudança na grade de desfiles. A decisão aconteceu após uma reunião com presidentes de todas as escolas. Com a nova ordem, a Portela, que desfilava na segunda, passará para o domingo, no lugar da Mocidade, que teve seu desfile transferido para segunda.

Na mesma reunião, ficou deicido que não haverá rebaixamento no Grupo Especial do carnaval em 2011 e que as três escolas atingidas não serão julgadas. Como consequência das mudanças deste ano, em 2012 duas escolas serão rebaixadas para o Grupo de Acesso, em vez de uma, para voltar a equilibrar o número de agremiações no Grupo Especial.

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