Otan: missão na Líbia continua sendo necessária

A missão da Otan na Líbia continuará enquanto as forças do coronel Muamar Kadhafi seguirem representando uma ameaça para a população civil, declarou nesta terça-feira em Bruxelas a porta-voz da Aliança Atlântica, Oana Lungescu.

"A missão da Otan é importante, é eficaz e continua sendo necessária para proteger a população civil", disse Lungescu.

Em Nápoles, na Itália, o coronel canadense Roland Lavoie, porta-voz da operação "Protetor Unificado", declarou que a missão da Otan na Líbia não havia terminado.

"Apesar da queda do regime do coronel Muamar Kadhafi e do retorno gradual da segurança, a missão da Otan não terminou", disse Lavoie. "Seguimos concentrados em nossa missão e manteremos nossos meios no que se refere ao regime de Kadafi", acrescentou Lavoie.

Nesse sentido, Lavoie disse que o fim da missão da Otan não depende do futuro de Muammar Kadafi e de sua eventual captura, mas sim da "avaliação da situação de segurança".


Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli
Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de agosto, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque. Na dia 23 de agosto, os rebeldes invadiram e tomaram o complexo de Bab al-Aziziya, em que acreditava-se que Kadafi e seus filhos estariam se refugiando, mas não encontraram sinais de seu paradeiro. De acordo com o CNT, mais de 20 mil pessoas morreram desde o início da insurreição.

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