Greve dos Correios tem adesão de 32% dos funcionários, diz empresa

A greve dos Correios tem a adesão de 32% dos 109 mil funcionários, afirmou nesta quarta-feira (14) o presidente da empresa, Wagner Pinheiro de Oliveira. Segundo ele, 17% das entregas diárias – 5,3 milhões de objetos – estão paradas. Oliveira disse que os serviços Sedex 10, Sedex Hoje e Disque-Coleta, que têm prazo para entrega, estão suspensos por tempo indeterminado.

Os funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado à 0h desta quarta, segundo o diretor da Federação dos Trabalhadores dos Correios, José Gonçalves de Almeida.

Segundo Almeida, os trabalhadores reivindicam aumento salarial de R$ 400, reajuste no vale-refeição, contratação de 21 mil trabalhadores em todo o país e pagamento de perdas salariais, dentre outras propostas.

O presidente dos Correios disse que as negociações com os servidores ocorrem há dois meses.
"A empresa fez a oferta no limite do seu orçamento. (...) Fomos claros para eles na nossa mesa de negociações",
afirmou.
Entre as propostas da empresa estavam abono salarial de R$ 800 até sexta (16), aumento linear de R$ 50 para todos os empregados a partir de janeiro de 2012 e reajuste de salário e benefícios em 6,87% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período.
Com a paralisação, Oliveira afirmou que a proposta da empresa está suspensa. Ele disse também que não vai haver negociação com os servidores em greve.
“Nós obviamente não temos contraproposta a ser feita”,
disse.
“Enquanto houver greve não tem negociação.”

O presidente dos Correios disse que a adesão é maior entre os funcionários da área operacional – varia de 30% a 50% do efetivo. Ele não soube dizer os estados mais afetados pela greve.
Oliveira afirmou ainda que não há necessidade de contratação de novos funcionários, como alegado pela categoria. Segundo os Correios, 2 mil novos atendentes e membros da parte administrativa foram incorporados ao quadro em agosto.
Além disso, a empresa diz que outros 7 mil servidores, aprovados no concurso realizado em maio, devem começar a trabalhar em outubro. Os Correios dizem que a quantidade de novos trabalhadores corresponde à demanda.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou nesta quarta-feira (14) que não haverá prorrogação de prazos de pagamentos de cobranças não recebidas em função da greve. As datas de vencimento, esclarece a Febraban, são determinadas pelas concessionárias de serviços públicos e empresas emissoras dos boletos.
Segundo o presidente dos Correios, a entrega de faturas está sendo feita obedecendo aos prazos de vencimento.
"A gente só pode lamentar a paralisação. [...] É um desrespeito com a população."

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