Dólar sobe nesta segunda, mas fecha o mês com queda de mais de 9%

O dólar comercial fechou em alta nesta segunda-feira (31), após três quedas seguidas, e chegou ao fim do mês com queda de mais de 9%.

A moeda norte-americana avançou 1,1% no dia, a R$ 1,7026 para venda.

Em outubro, a cotaçãdo do dólar caiu 9,5% em relação ao real. Com isso, a moeda compensou parte do movimento de setembro, quando a preocupação com a crise na Europa fez o dólar disparar 18%, para perto de R$ 1,90. No ano, a divisa dos Estados Unidos sobe 2,2%.

Boa parte da queda do dólar em outubro aconteceu no final do mês, após líderes europeus aprovarem novas medidas para combater a crise da dívida na região. O futuro da moeda em novembro vai depender justamente de notícias sobre a viabilidade das decisões em questão, como o aumento do fundo de socorro europeu a cerca de 1 trilhão de euros.

Zona do euro"O mês de novembro vai ser um mês para detalhar as medidas que já foram anunciadas. Não sei como as autoridades europeias pretendem levantar capital para alavancar o fundo de resgate", disse o estrategista-chefe do banco WestLB do Brasil, Luciano Rostagno, que prevê dólar a R$ 1,70 no fim do ano.

Na opinião do economista-chefe da corretora Gradual Investimentos, André Perfeito, caso se confirme um cenário mais otimista sobre a Europa, o mercado "vai correr um pouco mais para renda variável e para o risco, e o real tende a se valorizar um pouco mais mesmo que o governo baixe a Selic", disse, referindo-se à taxa básica de juros do país, hoje a 11,5% ao ano.

O economista do Santander Cristiano Souza, no entanto, avalia que a volatilidade ainda deve predominar no mercado de câmbio. "Tem muita incerteza ainda", afirmou, "mas a tendência, se não tiver nada de catastrófico acontecendo, é de apreciação (do real)", acrescentou, completando que as maiores influências sobre o dólar no Brasil são o preço das commodities e o comportamento das principais moedas, como o euro.

Souza crê que a atuação do governo no câmbio não deve ter um papel predominante sobre a trajetória do dólar.

A taxa Ptax , calculada pelo Banco Central e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6885 para venda.

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