Matemática ainda é a mais difícil, diz candidato do Enem no Recife

Neste domingo (23), segundo e último dia de prova, os primeiros candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começaram cedo a deixar o Centro de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A maioria reclamou dos enunciados longos das questões tanto em português quanto em matemática. Para os estudantes, a prova se torna muito cansativa.

Em Pernambuco foram 268.960 inscritos. Desses, 18.910 buscam certificação do Ensino Médio. O Nordeste foi a segunda região em número de participantes, 1.692.830 inscrições, ficando atrás apenas do Sudeste. Em todo o País, a maior concentração de inscritos está nos jovens entre 21 e 30 anos.

O Enem termina neste domingo e o gabarito será divulgado, até o terceiro dia útil seguinte, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) no endereço eletrônico www.inep.gov.br. O resultado individual de cada candidato estará na mesma página virtual a partir de 4 de janeiro de 2012. Para visualizar a nota, o estudante terá que inserir o número de inscrição e senha ou CPF e senha.

Pouco rascunho
O primeiro a terminar o exame, o engenheiro civil Isaias José Soares, 33 anos, que está fazendo o Enem para adquirir conhecimento para provas de concursos, achou que não foi dada uma quantidade adequada de rascunho para fazer a prova de matemática. "A pessoa tem que usar a cabeça porque não tem papel suficiente para fazer os cálculos matemáticos, que normalmente são bem complexos. Essa é a segunda vez que eu faço e continuo achando matemática a mais complicada", contestou.

O candidato falou que, para quem lê e está atualizado, a redação foi tranquila. "Era para desenvolver um texto sobre a internet, o que ela representa para a sociedade no século 21. A questão das câmeras vigiando, como um Big Brother e as redes sociais", explicou. Segundo o engenheiro, as questões de português e de inglês continham basicamente interpretação de texto.

Pleiteando uma vaga em gastronomia, o jovem Antonio Carlos da Cruz, 27 anos, disse que a prova estava muito complexa. "Encontrei dificuldade nos textos, bastante longos. Eles deveriam dividir os dias de matemática e português porque são duas matérias cansativas, ainda mais junto com redação", contou Antonio.

Já para Augusto César de Melo, 19 anos, a prova não foi tão difícil. O estudante está fazendo por experiência e diz que se tivesse estudado conseguiria uma boa nota. Augusto lembrou que em matemática caíram assuntos como geometria, cálculo de proporção e lógica. Na prova de língua estrangeira, o rapaz optou por espanhol. "Foi tranquila, caiu somente interpretação de texto e, como em espanhol tem muita palavra parecida com o português, dava para entender", afirma.

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