Ser solteiro ou mal casado pode aumentar os riscos de morte por derrame, diz estudo

Um casamento feliz pode ajudar a prevenir problemas cardiovasculares, segundo estudo apresentado esta semana na Conferência Internacional sobre Derrame da Associação Americana de Derrame. De acordo com os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, a análise de mais de 10 mil homens indicou que os solteiros e os mal casados têm mais chances de morrer de derrame.


Após considerar outros fatores de risco para problemas cardiovasculares, os especialistas descobriram que os homens que eram solteiros na década de 60 tinham 64% mais chances de sofrer um derrame fatal no período que compreendia as três décadas posteriores do que os casados. E essas taxas de risco também se aplicariam para aqueles que relatavam insatisfação com seu casamento, comparados àqueles que classificavam o casamento como bem sucedido. "Esses números são comparáveis ao risco de AVC fatal enfrentado por homens com diabetes", destacou o pesquisador Uri Goldbourt, líder do estudo. 

De acordo com os especialistas, os resultados são consistentes com o corpo de evidências que indica que o apoio de um cônjuge pode melhorar a saúde das pessoas. "Pessoas com parceiros são mais propensas a ir ao médico e tomar sua medicação. Elas são, também, mais propensas a comer refeições saudáveis", explicou o pesquisador Daniel Lackland, da Universidade Médica da Carolina do Sul, nos EUA. Além disso, segundo o especialista, um cônjuge pode reconhecer mais rapidamente sintomas incomuns, fazendo com que a pessoa seja atendida mais rapidamente, o que reduz os riscos de um derrame ser fatal.

Por causa das limitações do estudo - como a falta de dados sobre as mudanças no estado civil dos participantes em 30 anos de acompanhamento, e sobre seu tratamento médico - os pesquisadores ressaltam a necessidade de outros estudos que explorem a relação entre casamento, estresse e doença cerebral. 

Fonte: American Stroke Association's International Stroke Conference 2010.

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