'Prefiro acreditar que foi vandalismo', diz tio de dono de carro queimado


Os ataques que resultaram em várioscarros queimados na capital paulista na madrugada deste domingo (1) deixaram os responsáveis pelos veículos assustados. Eles dizem preferir acreditar em ato de vandalismo a uma onda de violência generalizada.
Um dos casos ocorreu na Rua Professor Cosme Deodato Tadeu, em Lajeado, também na Zona Leste, em um pátio para onde são levados carros apreendidos pela Polícia Civil. O G1 conseguiu localizar o dono do local. Ele contou que sete automóveis foram danificados pelo fogo por volta de 1h. "Aqui, queimaram quatro carros e três parcialmente. O segurança contou que jogaram tochas por cima do muro, mas ele não viu quem foi", disse Leonildo Lopes, de 39 anos.
Lopes admitiu estar assustado com o caso, já que garantiu não ter inimigos na região. "Não tenho ideia de quem fez isso porque nunca ocorreu. Até porque é assustador. Para mim, é vandalismo."
Por volta de 18h, a assessoria do Corpo de Bombeiros de São Paulo ainda informava ter o registro de dez carros queimados na cidade. A Secretaria de Segurança Pública confirmava apenas três ocorrências do tipo.
Monza parado na rua
O advogado Raimundo dos Anjos Brito, 47 anos, tio do dono de um Monza - um dos veículos incendiados na Zona Leste de São Paulo - disse que não acredita que a ação tenha sido uma provocação pessoal. "Prefiro acreditar que foi vandalismo. Todo mundo da minha família tem muita amizade no bairro."
O Monza estava parado na Rua Manuel Barbosa dos Reis, na Vila Aimoré. Segundo Brito, o carro estava com os pneus furados e os vidros quebrados, pois seu sobrinho não o utilizava havia pelo menos três meses. "Acho que [o incêndio] foi coisa de alguém desocupado."
A família soube que o fogo atingia o carro quando vizinhos tocaram a campanhia da casa por volta das 4h. Todos moram na mesma residência, mas o dono do carro está viajando.
Jardim Nordeste
Outro carro incendiado, um Passat, foi encontrado pela reportagem na Rua Praia de Mucuripe, no Jardim Nordeste, ainda na Zona Leste. O funcionário de uma empresa que funciona no local informou que o automóvel estava abandonado na via havia cerca de 15 dias e que o incêndio ocorreu na madrugada.
Ataques
Na madrugada, o quartel da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), na Luz, Centro de São Paulo, foi alvo de um atentado. Duas pessoas em um carro atiraram pelo menos seis vezes contra a fachada lateral do prédio. Policiais reagiram e, na troca de tiros, um homem morreu.
No sábado (31), o ataque foi contra o comandante da Rota, o tenente-coronel Paulo Telhada. Ele saía da garagem de casa, na Zona Norte, quando um carro parou e o passageiro atirou. O comandante se abaixou dentro do próprio carro e não foi atingido pelos tiros, que acertaram o veículo, o muro da casa e um outro automóvel próximo.
O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), afirmou na manhã deste domingo, em entrevista à Rádio Jovem Pan, que descarta que os ataques façam parte de uma ação organizada contra as forças paulistas de segurança.

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