Mineiros do Chile desfrutam primeiro fim de semana após 69 dias sob a terra


A maioria dos 33 mineiros resgatados nesta semana no Chile está vivendo seu primeiro final de semana de normalidade na superfície. Acompanhados por familiares, amigos e vizinhos, eles tentam virar a página da história de 69 dias de pesadelo sob a terra, embora dois deles ainda continuem hospitalizados.
Após resgate de quase 22 horas transmitido ao vivo ao mundo inteiro por várias redes de TV, os mineiros convertidos em heróis nacionais tentam, aos poucos, retomar a vida normal, ao mesmo tempo em que psicólogos advertem para os riscos de tanta exposição.

O ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, disse que eles vão ter pela frente um cenário muito duro.
Enquanto isso, 31 famílias festejavam a chegada dos seus, a maioria com assados no forno e muita alegria; as outras duas devem esperar um pouco mais.

Dois mineiros foram transferidos para a Associação Chilena de Segurança, explicou a médica Paola Neumann, diretora regional de saúde da região de Atacama. Um está sendo tratado de um problema dentário e, o outro, de uma síndrome de vertigens.

Os bairros mais humildes de Copiapó (800 km ao norte de Santiago) receberam seus vizinhos como heróis, com festas e comidas típicas, sob a pressão de centenas de jornalistas que tentavam acompanhar de perto os festejos e arrancar relatos dos mineiros.

Jimmy Sánchez, que, com 19 anos, é o resgatado mais jovem, foi recebido com grande comemoração numa quadra de basquete a alguns metros de sua casa.

Antes, seus pais o acolheram em casa com um novo quarto especialmente preparado e sua comida preferida, pescado frito com salada.

O mineiro Víctor Segovia mostrou-se incomodado com as câmeras que o esperavam na entrada de casa. "Somos apenas pessoas simples que sobreviveram", afirmou Segovia, o escritor oficial da experiência humana mais longa sob a terra.

Apesar do calvário e da aura de heroísmo que envolve os mineiros depois do resgate, alguns asseguram que sua vida e seu trabalho vão continuar na mina. Yonny Barrios, por exemplo, disse na saída do hospital de Copiapó que vai continuar como mineiro.
- Agora só quero descansar um pouco e voltar à mina, porque preciso trabalhar.

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