Haddad afirma que Enem pode ser semestral, mas decisão fica para próximo governo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (9) que o novo formato adotado pelo ministério de contratação e elaboração do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) permitiria que a ideia de tornar a prova semestral, em vez de anual, pode ser concretizada no próximo governo.

“Nós estamos deixando um  regime de contratação da prova, um banco de itens que permite aos dirigentes do Enem do próximo governo decidirem. Isso cabe aos futuros gestores, não cabe hoje definir”, afirmou durante entrevista coletiva cedida em Brasília. “Hoje, posso assegurar que o modelo de contratação foi consolidado a permitir que isso possa ser ventilado”, completou.

Ao ser indagado sobre a reação do presidente Lula ao saber da confusão do Enem deste último fim de semana, Haddad disse que a conversa foi em tom "amigável". O ministro afirmou que explicou o que sabia sobre os cabeçalhos trocados no cartão de resposta e dos erros de impressão em cerca de 1% dos cadernos amarelos de perguntas.

“Ontem, eu fui ao Alvorada. Eu relatei a ele [Lula] e solicitei a minha permanência no Brasil para justamente fazer as tratativas que iniciei pela manhã, dando a noção mais clara do que estava acontecendo e também o acompanhamento de eventuais informações prestadas ao Ministério Público, à Defensoria e a conversa que mantivemos com o consórcio e com a gráfica”, detalhou o ministro.

Haddad viajaria com a comitiva presidencial para Moçambique para visitar as primeiras unidades da universidade aberta do Brasil, mas ficou para, segundo ele, realizar reuniões com os responsáveis pela prova: o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e a gráfica R.R. Donnelley.
 
Questionado sobre se, mais esta confusão no Enem, poderia inviabializar sua manutenção na pasta em um governo petista, o ministro não respondeu. Haddad limitou-se a frisar o empenho dele para que a investigação dos culpados seja realizada e garantir que os estudantes não sejam prejudicados com os erros da organização do Enem.

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