Brasil não deve comprar títulos da dívida portuguesa, sinaliza Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, sinalizou nesta quinta-feira (31) que o governo brasileiro não deve ajudar Portugal por meio da compra de títulos da dívida portuguesa. Ao ser questionado sobre o assunto nesta quinta-feira (31), Mantega afirmou: "não creio".

Também nesta quinta, o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, anunciou a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições legislativas antecipadas no dia 5 de junho, em uma decisão esperada após a renúncia do primeiro-ministro José Sócrates na semana passada.

Uma crise financeira levou à renúncia do primeiro-ministro na semana passada, após o Parlamento rejeitar um plano de austeridade, o que provocou rebaixamentos da nota do país por agências de classificação de risco - que afirmaram que um pacote de resgate financeiro do país é agora mais provável.

Em dezembro do ano passado, o ministro das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou, após audiência com o ministro da Fazenda durante sua visita ao Brasil, que havia a possibilidade de "entidades governamentais" do Brasil comprarem títulos públicos emitidos pelo governo daquele país, ou seja, financiarem a economia portuguesa.

"O Brasil é estratégico. Nas emissões da dívida pública portuguesa, entidades brasileiras podem estar presentes. Entidades governamentais. Mas não se falou em valor. Falamos também sobre comércio e investimentos. Na relação de financiamento de nossas nações e sobre a possibilidade de haver investimentos na dívida pública portuguesa", afirmou Teixeira dos Santos na ocasião.

Nesta semana, durante visita a Portugal, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil poderia ajudar Portugal a resolver seus problemas econômicos. "Sempre poderá [ajudar], assim como Portugal já ajudou o Brasil economicamente", afirmou ela, ao chegar a Coimbra. Sobre a possibilidade de o Brasil comprar títulos da dívida portuguesa, entretanto, ela não fez comentários.

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