'Elas não fazem nada escondido', diz mãe de irmãs desaparecidas em SP

Irmãs desaparecidas (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
As irmãs desaparecidas desde quarta
(Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
A mãe das adolescentes que desapareceram na quarta-feira (23) em Cunha, no interior de São Paulo, disse ao G1 nesta sexta-feira (25) que não faz ideia do que pode ter ocorrido com elas.

"Mãe sente muita coisa. Só peço a Deus que elas apareçam", disse a dona de casa Iracema Maria Teixeira de Oliveira. Moradoras na zona rural, Josely Laurentina de Oliveira, de 16 anos, e a irmã dela, Juliana Vania de Oliveira, de 15, foram vistas pela última vez ao descer do ônibus escolar por volta das 18h30, a cerca de 1 km da casa delas.
"Está muito dificil pensar porque não imagino [o que pode ter ocorrido] . Temos amizade com todo mundo. Elas têm muito carinho pela família. A gente não brigava. Elas são muito carinhosas e nunca fizeram coisa errada. São muito trabalhadeiras e não fazem nada escondido dos pais. Tudo o que fazem contam", disse Iracema.

Estudante de administração, a irmã mais velha das meninas, Betânia, de 17 anos, disse ao G1 que elas estudam regularmente, não têm vícios e ajudam na limpeza da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, onde o pai é catequista. Elas fazem a leitura da liturgia e Josely canta durante a missa.

Josely está no segundo ano do segundo grau e Juliana no primeiro.  Os pais são casados há 19 anos e a família tira a renda da produção rural.  "A Juliana sonha ser modelo. A Josely eu não sei. Ela gosta de falar que queria ser feliz", afirmou Betânia.  A família e amigos estão mobilizados. "A gente está abalado, desesperado por informação.  A gente nem dorme. A noite é pior do que o dia."

As buscas às duas adolescentes mobilizam nesta sexta-feira (25) o helicóptero Águia da Polícia Militar, cães farejadores e agentes da Polícia Florestal, de acordo com o delegado titular de Cunha, Marcelo Vieira Cavalcante.

"Hoje fiz uma solicitação e a PM fez aporte com Águia, canil e florestal. Estamos checando todas as informações. O que tenho é um desaparecimento. Tem linhas de investigação, o que mais me preocupa é a possibilidade de sequestro delas meninas, provavelmente com fim libidinoso, em razão do local em que elas foram supostamente abordadas. Estamos checando os moradores da região, fazendos os antecedentes, mas até o momento não há nenhuma informações delas, nem encontro, nada."

O delegado afirma que as meninas tinham bom relacionamento com a família, o que enfraquece a possibilidade de que tenham fugido. Ele também diz que a família é humilde, o que descarta a possibilidade de sequestro por extorsão de dinheiro. O bairro onde elas sumiram, de acordo com o delegado, é muito tranquilo, com exceção de pequenos furtos. "É o primeiro caso de desaparecimento de meninas."

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