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presidente Dilma Rousseff assinou nesta sexta-feira (16) o projeto
que cria a Lei Geral da Copa, um conjunto de medidas exigidas pela
Federação Internacional de Futebol (Fifa) para a realização da
competição no Brasil.
De acordo com nota divulgada pela Casa Civil, o texto será enviado na
próxima segunda-feira (19) ao Congresso Nacional, onde precisa ser
aprovado para entrar em vigor.
"O tema está no prazo adequado e necessário para assegurar as garantias
para a realização do evento, bem como para reafirmar os direitos da
população brasileira, previstos na legislação vigente. A Copa do Mundo é
um evento importante, motivo de alegria para o povo brasileiro e será
realizada nos marcos legais estabelecidos pelo Estado Nacional, de forma
democrática, livre e soberana", diz nota da Casa Civil.
A legislação inclui normas desde o valor dos ingressos até a proteção
das marcas de patrocinadores no país e já foi alvo de cobrança da Fifa.
A assinatura de Dilma aconteceu em Minas Gerais, no evento que marcou a
contagem regressiva de mil dias para a partida de abertura do Mundial,
em 12 de junho de 2014.
'Com a assinatura da presidenta hoje e o envio do projeto ao Congresso,
nós estamos otimistas que o Congresso vai aprovar esse último
compromisso institucional do Brasil com a Fifa quem sabe até o final do
ano,' disse o ministro do Esporte, Orlando Silva, em Belo Horizonte,
onde acompanhou a presidente numa visita a obras do estádio do Mineirão e
de infraestrutura de transportes.
Segundo o ministro, o governo acredita numa 'boa vontade' dos
parlamentares com a realização da Copa do Mundo para a aprovação o
quanto antes do projeto, apesar de questões polêmicas incluídas no
texto.
No projeto está incluída uma exigência da Fifa de proibir qualquer tipo
de comércio no arredor dos estádios e o repasse à entidade do direito
de definir os valores dos ingressos para os jogos, inclusive ignorando a
lei de meia-entrada.
Outro item determina a facilitação na concessão de vistos e permissões
de trabalho para estrangeiros da Fifa ou de empresas ligadas à
federação, além de um artigo que cria punições para práticas contra as
marcas oficiais do evento.
O ministro, que no início do ano chegou a afirmar que a legislação
seria aprovada ainda no primeiro semestre, disse que o projeto precisará
passar por três comissões do Congresso antes de ser votada.
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