Foi uma brincadeira que não deu certo, diz diretora de escola de São Caetano (SP)

Em depoimento realizado na tarde desta segunda-feira (26), a diretora da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (ABC paulista), Márcia Gallo, afirmou que o caso de D.M.N., 10, --que atirou contra uma professora e depois se matou na última quinta-feira (22)--, foi uma brincadeira que não deu certo. A afirmação, segundo depoimento, surgiu de um colega de classe do estudante que, após o episódio, procurou uma das psicólogas da instituição para descrever a "suposta brincadeira".

Na opinião da delegada Lucy M. Fernandes, esta é uma versão mais plausível para o ocorrido já que, de acordo com ela, até o momento não há relatos de mau comportamento do aluno, tampouco de uma intriga entre ele a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, que foi baleada e continua internada no Hospital das Clínicas, na capital paulista.

"Neste depoimento surgiu a hipótese de que o garoto só queria assustar a professora, mas, sem querer, efetuou o disparo. Com medo das consequências, preferiu atirar em si mesmo", afirma a delegada, que afirmou que esta versão ainda precisa ser checada.


A delegada ouviu nesta segunda, no 3º DP de São Caetano, a diretora da escola e a orientadora educacional Zeni Giraldi.

Depoimentos

Na quarta-feira (28), a partir das 14h, Lucy vai até a escola tomar depoimento de cinco crianças da sala do menino e da psicóloga que recebeu o garoto que mencionou a suposta brincadeira.

Na quinta (29), a partir das 10h, a delegada vai até o Hospital das Clínicas conversar com a professora, e na sexta (30), a partir das 10h, ela vai ouvir o pai na delegacia. A delegada pediu que a mãe e o irmão do garoto acompanhassem o guarda municipal, mas a presença de ambos ainda não está confirmada.

Mudanças na segurança da escola

A diretora da escola municipal garantiu ainda que não haverá nenhuma mudança na segurança para a recepção dos alunos na próxima quarta-feira (28), dia em que as atividades da instituição serão retomadas. "Todas as medidas de segurança necessárias já são tomadas, e suficientes. Não há nada além o que fazer", afirmou a diretora Márcia Gallo.

Durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (24), a diretora afirmou que a entrada dos alunos sempre foi feita mediante uniforme e apresentação de crachá, além disso, há fiscalização humana na portaria principal e na portaria interna.

"O que não podemos fazer é revistar mochila por mochila, além disso, há 16 câmeras de segurança espalhadas por toda a escola", disse na ocasião.

Ela também disse que os estudantes da escola estão se mobilizando nas redes sociais para irem vestidos de branco na quarta em nome da paz.

Apoio

Começou nesta segunda-feira (26) o atendimento psicológico para educadores e funcionários da escola municipal. Em nota hoje de manhã, a Prefeitura de São Caetano informou que psicólogos estão atendendo a equipe escolar com trabalhos de terapia feito em grupos de até seis pessoas. O objetivo é esclarecer dúvidas e preparar os funcionários para receber os alunos na próxima quarta-feira (28), quando as aulas serão retomadas.

Já para os pais e alunos, diz a nota, foram disponibilizadas 40 senhas de atendimento por dia na Usca (Unidade de Saúde da Criança e do Adolescente) para os próximos 15 dias. O agendamento deve ser feito pelo telefone (11) 4224-6063, das 7h às 17h. O trabalho terapêutico a alunos e familiares também será realizado pela Fundação Anne Sullivan, entre hoje e amanhã, das 8h às 17h, com agendamento pelo telefone (11) 4220-3638.

De acordo com a prefeitura, a sala de aula do 4º ano C, onde o caso foi registrado, ficará desativada por tempo indeterminado. A proposta é que, no futuro, a sala seja transformada em laboratório ou sala de leitura.

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