Ativistas acusam Facebook de promover “cultura do estupro e do assédio”

Denúncias contra o Facebook estão cada vez mais recorrentes. Após as polêmicas envolvendo publicidade de bebidas para menores, a empresa de Mark Zuckemberg está sendo alvo de ativistas britânicas e americanas que acusam a rede de fazer apologia a cultura do estupro e assédio sexual. As denúncias surgiram após a rede social ter se recusado a remover páginas que continham piadas e supostas confissões de assédio postadas por usuários.

Uma petição com mais de 3.600 assinaturas no Reino Unido e 175.000 nos Estados Unidos demandava a remoção de páginas como “You know she’s playing hard to get when your [sic] chasing her down an alley” (Você sabe que ela está se fazendo de difícil quando você precisa perseguí-la até um beco).

A petição intitulada “pedido para o Facebook remover paginas que promovam violência sexual” começou no website americano Change.org: “os Termos de Serviço do próprio Facebook proíbem conteúdos que sejam ‘ofensivos, com ameaças’, contenham ‘violência gráfica ou gratuita’. Além disso, usuários estão especificamente impedidos de postar conteúdos que visam ‘intimidar, assediar e praticar bullyng contra qualquer usuário’. O Facebook precisa notar que páginas que encorajam ou são condizentes com estupro violam seu próprio estatuto”.

Jane Osmond, que fez campanha a favor da petição no Reino Unido, disse "eu acho muito preocupante que o Facebook não veja a conexão entre essas páginas e a cultura do estupro remanescente que possuímos em nossa sociedade". Mas a rede social se recusou a atender a petição, defendendo o site como “um lugar onde as pessoas podem discutir abertamente sobre problemas e expressar suas visões”.

"Declarações claras de ódio a comunidades em particular violam nosso estatuto de direitos e responsabilidades e são removidas quando denunciadas a nós. No entanto, grupos que expressam uma opinião em um estado, instituição, ou um conjunto de crenças – até mesmo se essa opinião for ofensiva para a maioria – não viola a nossa política”, foi a resposta do site.

A legislação na Inglaterra e em Gales diz que um conteúdo não é ilegal a menos que envolva preconceito a raça, religião ou orientaçao sexual.

O Facebook disse em sua defesa que conteúdos similares, inclusive piadas sobre estupro podem ser encontrados com facilidade em qualquer lugar da internet. Em resposta, Jane Osmond adicionou: “talvez como uma sociedade, nós precisemos discutir melhor sobre o que é liberdade de expressão e que responsabilidades possuímos com certos grupos de pessoas”.

Via MailOnline 

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